(...) “Se eu morrer muito novo, oiçam isto:

Nunca fui senão uma criança que brincava.

Fui gentil como o Sol e a Água,

De uma religião Universal que só os homens não têm.

Fui feliz porque não perdi coisa nenhuma,

Nem procurei achar nada,

Nem achei que houvesse mais explicação

Que a palavra explicação não ter sentido nenhum”. (...)

F.P. Alberto Caeiro




BlogZine..... Poemas, Devaneios e Contos...


"Há uma coisa tão inevitável quanto a morte: a vida."



...E na osmose que ocorre entre a Divindade e o seguidor, nasce a mosca Varejeira que possou em todo Amor!



“Ou eu encanto a vida
Ou desencanto a morte...

"Todos somos fanáticos para tanto basta que alguém arranhe uma de nossas crenças. "

AMORAL ARNARKIKO PUNK DRUNK ANT TUDO

A felicidade é minha fantasia favorita!




...Fodam-se! Enquanto podem





NO PROFIT!

"O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião"



Caso encontre algum erro, aprenda com ele!





"Viver para o nada! ...e negar! a vida

terça-feira, 26 de abril de 2011

JESUS MALVERDE



Hoy ante tu Cruz postrado ¡Oh Malverde mi Señor te pido misericordia y que alivies mi dolor. Tú que moras en la Gloria Y estás muy cerca de dios Escucha los sufrimientos De este humilde pecador ¡Oh! Malverde milagroso ¡Oh! Malverde mi Señor concédeme este favor y llena mi alma de gozo. Dame salud Señor Dame reposo Dame bienestar Y seré dichoso". "Se hace enseguida la petición personal y se rezan 3 Padres nuestros y 3 Aves Marías. Se finaliza encendiendo dos veladoras".


*Jesus Malverde é reverenciado há quase um século no noroeste do México. De acordo com o folclore, ele era um Robin Hood mexicano que tirava dos ricos para dar aos pobres, até que a polícia o matasse, em 1909. Agora, imigrantes levaram sua lenda aos Estados Unidos. A imagem de Malverde, que muitos mexicanos acreditam ofereça proteção contra a lei...



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Antônio Pereira de Moraes – O Poeta da Saudade



José Romero Araújo Cardoso

Conhecido como o poeta da saudade, Antônio Pereira nasceu a 13 de novembro de 1891, no sítio Jatobá, hoje município de Itapetim, onde viveu até a morte, a 07 de novembro de 1982. Violeiro e poeta popular, ele mal assinava o nome e nunca fez da arte a sua profissão, tendo
sobrevivido como modesto agricultor.

Antônio Pereira participava de jornadas de improviso apenas com os amigos e os seus versos sobreviveram ao tempo porque eram repassados verbalmente pelos seus admiradores que os decoravam. Em 1980, com a ajuda de amigos, publicou seu único folheto, "Minhas Saudades", uma coletânea de sua poesia.

Alguns versos do poeta:

Saudade é um parafuso
Que na rosca quando cai,
Só entra se for torcendo,
Porque batendo num vai
E enferrujando dentro
Nem distorcendo num sai.

Saudade tem cinco fios
Puxados à eletricidade,
Um na alma, outro no peito,
Um amor, outro amizade,
O derradeiro, a lembrança
Dos dias da mocidade.

Saudade é como a resina,
No amor de quem padece,
O pau que resina muito
Quando não morre adoece.
É como quem tem saudade
Não morre, mas adoece.

Adão me deu dez saudades
Eu lhe disse: muito bem!
Dê nove, fique com uma
Que todas não lhe convêm.
Mas eu caí na besteira,
Não reparti com ninguém.


No Silêncio da Saudade
Quem ama sofre calado,
Ausente de seu amor!
Tornando-se um sofredor…
Porque não ver ao seu lado,
Seu coração é magoado!

Pra viver não tem ação…
Seu mundo vira ilusão…
A tristeza a mente invade…
No silêncio da saudade!
Só quem fala é o coração.

************************

Se a saudade matasse/
No túmulo eu já vivia/
Há muito eu já residia/
Mas continuo no impasse/
Se o meu amor voltasse/
Essa saudade morria/
A mim não pertubaria/
A vida era um mar de rosa/
Cantando e falando prosa/
Na vida eu tinha alegria…/

**********************

Quem ama sofre calado/
Seu peito é triteza e dor/
Tornando-se um sofredor…/
Porque não tem ao seu lado,/
Seu amor mais desejado/
Pra viver não tem ação…/
Seu mundo vira ilusão…/
A tristeza a mente invade…/
No silêncio da saudade!/
Só quem fala é o coração./
************************
retirado do blog, MUNDO DO CORDEL

Julgues



porque já pequei
porque já errei
porque já sonhei
porque já me dei
porque já fui
e já, voltei.

Não me julgue
se sou carne,
se sou alma
se sou o intenso
o maciço o fascínio
o desejo o feitiço
ou o pecado.

Apenas lhe peço,
não me julgues
somente olhe
e saibas que,
sou o mistério
o ensejo o devaneio
a poesia...

Geane Masago

Um desejo sem domínio




No ensejo do libido

A carne cálida

A mente despudorada

A luxúria dos mortais

O fogo que exala

Saem pelos poros


Pele toda suada

Os lábios já molhados


Ouvindo a voz rouca
Sussurrada ouvida

Em volta envoltos

Causando a vontade

Onde o limite e o fim

Uma mulher um homem

Os olhares perdidos

Irmanados pela cena


Delineando a dança do amor

É chama pura, ardente


A sedução se faz presente

O dar-se não se dando

O levitar sem sair da cama

O não saber se,

Desenha o sonho ou a verdade

Resta então, somente o sentir

Da magia do deleite.

Um,

desejo na madrugada.

Geane Masago

A serpe e o poeta



Ela é o fogo da sedução
desliza sobre o sal
sobre o suor que,
escorre do poeta.

Seu olhar é hipnótico
é feitiço é mistério
serpenteia ao alvorecer
envenena-o pela madrugada.

O poeta, entorpecido fica em delírios e,
perde-se em sentidos
sonhos e utopia.
A serpe é, sua dor seu alívio.

Ele, deseja o antídoto à cura.
Porque, em sua pele ela é o profano
em sua carne, ela é a volúpia.
Pois a serpe esta, entre o mal e o bem.

Para o poeta ela é,
sua musa Íris Afrodite
sua metrica cadência seu ode
sua inspiração e seu poema.

Geane Masago