(...) “Se eu morrer muito novo, oiçam isto:

Nunca fui senão uma criança que brincava.

Fui gentil como o Sol e a Água,

De uma religião Universal que só os homens não têm.

Fui feliz porque não perdi coisa nenhuma,

Nem procurei achar nada,

Nem achei que houvesse mais explicação

Que a palavra explicação não ter sentido nenhum”. (...)

F.P. Alberto Caeiro




BlogZine..... Poemas, Devaneios e Contos...


"Há uma coisa tão inevitável quanto a morte: a vida."



...E na osmose que ocorre entre a Divindade e o seguidor, nasce a mosca Varejeira que possou em todo Amor!



“Ou eu encanto a vida
Ou desencanto a morte...

"Todos somos fanáticos para tanto basta que alguém arranhe uma de nossas crenças. "

AMORAL ARNARKIKO PUNK DRUNK ANT TUDO

A felicidade é minha fantasia favorita!




...Fodam-se! Enquanto podem





NO PROFIT!

"O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião"



Caso encontre algum erro, aprenda com ele!





"Viver para o nada! ...e negar! a vida

segunda-feira, 30 de maio de 2011

BREGA SOUND do REGGAE ao BLUES



Não falo de amor...

Nada sei além de senti-lo!

Não busco compreende-lo!

Ou tão pouco mensura-lo!

Vivo-o!

Não vejo o amor como um ser.

Nem tão pouco como magia!?

Nem como nada que não o seja.

Não sois o amor...

Nem eu sou!

Tua lira não é amor!

Nem as palavras do poeta.

Nem vossa dor.

Meu Romantismo não é amor!

Nossas lagrimas não é amor!

Prazeres nas madrugadas não é amor!

O que a por traz dos olhos não é amor!

O que vem após o vinho não é amor!

O que procuras não é amor!

O que possuis não é amor!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fato...Fé & Peixeira!




No Renascer tem
Mais barato!
...e é o Barro!
Na minha boca predomina
A Carie & o tártaro
Entre todas as brincadeiras
D´criança
A dança das cadeiras
É a que melhor
Exprime a confiança!
O eleito continua a ruminar
Quando sorrir
Seca planta com
Seu olhar...
O sangue novamente me possuiu...
...com a fatalidade d´tudo aquilo
Que esconde-se
Por traz do vacilo!
Diversão! Menina branca!
Esguia entrega-se na
Mesa de vidro
E trinca meus sentidos!
A trivialidade flexa certeira
Na Maça derradeira
Que meus genes
Pós sobra minha sorte

quinta-feira, 19 de maio de 2011

( ... )



Meu Gozo é o ápice d´minha abdicação!

E nessa sua louca viagem de prazeres ás avessas

O nosso ritual só encerra quando sangra a terra

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Praia do Conde


O Sol do Conde me revela uma orquestra de uivos de cadelas essa comiseração é a beatificação que sofre todo cristão!


...e nessa imigração celeste vejo todos os insetos, bestas, pestes...


O pior vem na minha imaginação


A paisagem que inspira a paixão tem em sua principal fonte de nutrição


Corpos de Caiçaras que adubam aquele chão!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E TUDO VEM A SER NADA...



Autor:
Silvino Pirauá de Lima (Patos-PB)
Poeta falecido em 1913.


Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa,
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida;
Oh! que idéia perdida.
Oh! que mente tão errada,
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza,
E tudo vem a ser nada.

Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade,
Ali só reina bondade,
Nesse mortal orgulhoso,
Quer se fazer caprichoso,
Vive até de venta inchada,
Sua cara empantufada,
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada.

Trabalha o homem, peleja
Mesmo a ponto de morrer,
É somente para ter,
Que ele tanto moureja,
As vezes chove e troveja
E ele nessa enredada
À lama, ao sol, ao chuveiro,
Ajuntam tanto dinheiro,
E tudo vem a ser nada.

Temos palácios pomposos
Dos grandes imperadores,
Ministros e senadores,
E mais vultos majestosos;
Temos papas virtuosos
De uma vida regrada,
Temos também a espada
De soberbos generais,
Comandantes, Marechais,
E tudo vem a ser nada.


Honra, grandezas, brasões;
Entusiasmos, bondades;
São completas vaidades
São perfeitas ilusões,
Argumentos, discussões;
Algazarra, palavrada,
Sinagoga, caçoada,
Murmúrios, tricas, censura,
Muito tem a criatura,
E tudo vem a ser nada.

Vai tudo numa carreira
Envelhece a mocidade,
A avareza e a vaidade
É quer queira ou não queira;
Tudo se torna em poeira,
Cá nesta vida cansada
É uma lei promulgada
Que vem pela mão Divina,
O dever assim destina
E tudo vem a ser nada.

Formosuras e ilusões,
Passatempos e prazeres;
Mandatos, altos poderes;
De distintos figurões,
Cantilenas de salões;
E festa engalanada,
Virgem donzela enfeitada
No gozo de namorar,
Mancebos a flautear,
E tudo vem a ser nada.

Lascivas, depravações
Na imoral petulância,
São enlevos da infância,
São infames Corrupções;
São fingidas seduções
Que faz a dama enfeitada
Influi-se a rapaziada
Velhos também de permeio
E vivem nesse paleio,
E tudo vem a ser nada.

Bailes, teatros, festins,
Comadre, drama, assembléia,
Clube, liceu, epopéia;
Todos aguardam seus fins,
Flores, relvas e jardins,
Festas com grande zoada,
Outeiro e Campinada
Frondam, copam e florescem,
Brilham, luzem, resplandecem
E tudo vem a ser nada.

O homem se julga honrado,
Repleto de garantia,
De brasões e fidalguia
É ele considerado,
Mas, quanto está enganado
Nesta ilusória pousada
Cá nesta breve morada.
Não vemos nada imortal
Temos um ponto final;
E tudo vem a ser nada.

Tudo quanto se divisa
Neste cruento torrão,
As árvores, a criação,
Tudo em fim se finaliza,
Até mesmo a própria brisa,
Soprando a terra escarpada,
Com força descompassada
Se transformando em tufão,
Deita pau rola no chão,
E tudo vem a ser nada.

Infindo só temos Deus,
Senhor de toda a grandeza,
Dos céus e da natureza,
De todos os mundos seus.
Do Brasil, dos Europeus,
Da terra toda englobada
Até mesmo da manada
Que vemos no arrebol:
Nuvem, lua, estrela e sol,
Tudo mais vem a ser nada.

FIM