(...) “Se eu morrer muito novo, oiçam isto:

Nunca fui senão uma criança que brincava.

Fui gentil como o Sol e a Água,

De uma religião Universal que só os homens não têm.

Fui feliz porque não perdi coisa nenhuma,

Nem procurei achar nada,

Nem achei que houvesse mais explicação

Que a palavra explicação não ter sentido nenhum”. (...)

F.P. Alberto Caeiro




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"Há uma coisa tão inevitável quanto a morte: a vida."



...E na osmose que ocorre entre a Divindade e o seguidor, nasce a mosca Varejeira que possou em todo Amor!



“Ou eu encanto a vida
Ou desencanto a morte...

"Todos somos fanáticos para tanto basta que alguém arranhe uma de nossas crenças. "

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...Fodam-se! Enquanto podem





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"O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião"



Caso encontre algum erro, aprenda com ele!





"Viver para o nada! ...e negar! a vida

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sobre o Poeta Zé Limeira





Zé Limeira, con
hecido como “O Poeta do Absurdo”, nasceu no sitio Tauá, na Serra do Teixeira, estado da Paraíba, no ano de 1886, onde faleceu, no Natal de 1954. Foi o repentista mais mitológico do Brasil.
Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Limeira ficou conhecido por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense e por neologismos (invenção de palavras) esdrúxulos que criava. Vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando.
Infelizmente, não há registro de sua voz. Fitas de pesquisadores que gravaram algumas de suas pelejas sumiram ou se deterioraram.
Se tão pouco se sabe sobre sua vida, sobre sua morte sabe-se menos ainda. Eis aqui a história, registro único que encontramos, nos escritos de Orlando Tejo:

“Depois de peregrinações pelas Alagoas, Pernambuco, Ceará e Paraíba, o velho poeta sentiu vontade de voltar para casa, no sítio Tauá, na serra do Teixeira. Saudades de Dona Bela, sua esposa e de suas filhas. No Natal de 1.954, chega, de volta à casa. E, para comemorar a Festa Cristã e a sua volta, faz-se, logo, uma Cantoria. Podia ser diferente?
A festa, no terreiro dos Limeira, começa. Inicia-se uma peleja entre o repentista Bentivi e o dono da casa.
Num intervalo da cantoria uma comadre lhe pede que cante “O Romance da Pavoa Devoradora”. Limeira explica que só pode cantar depois da meia-noite sob pena de cantar antes e morrer. A audiência insiste e Limeira, quebrando o preceito, diz que vai cantar.
Após solicitar um silêncio total, fere as doze cordas de sua viola e canta as sinistras e pestilentas estrofes do poema.
Assim que termina a cantoria, põe sua viola sobre uma cadeira. O instrumento cai. Sua mulher estranha. Lá pelas três horas da manhã, Limeira cai fulminado. Vai ao chão com viola e tudo e assim “sai da vida para entrar na história” o mais tropicalista e surreal dos poetas brasileiros.”

Afirma Orlando Tejo que tal relato é absolutamente verdadeiro!

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